Há 100 anos, Albert Einstein visitava o Rio pela primeira vez
Centenário da visita de Einstein é celebrado com programação no Jardim Botânico até terça (25)

Foi no dia 21 de março de 1925 que o brilhante físico de origem alemã Albert Einstein (1879-1955), autor da Teoria Geral da Relatividade e de outros trabalhos que revolucionaram o campo científico, fazia sua estreia em solo carioca. A primeira parada na cidade: o Jardim Botânico do Rio, onde foi recebido pelo então diretor da instituição, Antônio Pacheco Leão.
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Por lá, conheceu e se encantou por espécies nativas como a vitória-régia e o jequitibá. “Supera os sonhos de As mil e uma noites”, escreveu o cientista na época sobre a instituição. Neste mesmo dia, Einstein almoçou com o jornalista Assis Chateaubriand (1892-1968), no recém-inaugurado Copacabana Palace, e depois partiu para Montevidéu, no Uruguai.
Após quarenta e três dias, o grande cientista voltou ao Rio e se hospedou na suíte 400 do antigo Hotel Glória. Durante a nova passagem, apresentou duas palestras sobre a Teoria da Relatividade: uma no Clube de Engenharia, no dia 6 de maio, e na Escola Politécnica, no dia 8. De acordo com os relatos da época, ambas sofreram com superlotação, e, consequentemente, com o intenso calor.
Ao longo da viagem, o cientista também conheceu os principais pontos turísticos da cidade: o Pão de Açúcar e o Corcovado, além de ter passeado pela orla de Copacabana, o Morro Dois Irmãos e a Floresta da Tijuca. Participou ainda de almoços, jantares e recepções, onde teria provado comidas brasileiras, como o vatapá.
Visitou instituições como o Hospital Nacional de Alienados, o Instituto Oswaldo Cruz, a Academia de Ciências, o Observatório Nacional, onde se encontrou com o então diretor Henrique Morize (1860-1930) e outros astrônomos; e o Museu Nacional, onde foi fotografado ao lado do Bendegó, meteorito de 5,6 toneladas encontrado em 1784, na Bahia.
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Celebrando o centenário da visita de Einstein, o Jardim Botânico disponibiliza até esta terça (25) um totem do cientista na Casa Pacheco Leão. Por lá, os visitantes também podem ouvir a narração da visita de Einstein pela voz de Leão, reproduzida por meio de Inteligência Artificial. O relato foi tirado da entrevista que o diretor deu ao jornal A Noite, revelando o fascínio de Einstein diante da natureza no local, entre outras curiosidades. A exposição também reúne reproduções das anotações de Einstein sobre a instituição, feitas durante sua visita e em seu diário de viagem.
No dia 9 de maio, a histórica visita de Einstein também será celebrado pelo Observatório Nacional com palestras e mesas-redondas, além de uma sessão de autógrafos do livro Einstein – O Viajante da Relatividade na América do Sul, escrito pelo pesquisador e diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), Alfredo Tolmasquim.