Último grito: o cenário do carnaval de rua após adeus de blocos tradicionais
Nova geração, que não se reconhece mais em camisetas e sambas com críticas políticas, prefere descomplicadas fanfarras, que combinam sopro e percussão

O Carnaval de rua está acostumado a um entra e sai de blocos que surgem em cena meteoricamente, sem muitas vezes marcar seus nomes na memória da cidade. Mas desde a pandemia a folia tem sofrido baixas significativas, como a do Escravos da Mauá, que desfilou de 1993 a 2022, e do Bloco de Segunda (1987-2023).
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Em 15 de fevereiro foi o Imprensa que Eu Gamo, de 1995, que saiu pela última vez. E o tradicionalíssimo Suvaco do Cristo já avisou que em 2026, após completar quarenta anos, também vai se despedir. “Tem uma geração nova que não se reconhece mais em camisetas e sambas com críticas políticas. Esse formato envelheceu”, constata Rita Fernandes, presidente do Imprensa e da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro (Sebastiana).
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No sobe e desce orquestrado por Momo, as descomplicadas fanfarras, que combinam sopro e percussão, estão em alta na Zona Sul e no Centro, assim como as alas de pernaltas, cada vez mais presentes colorindo a folia carioca nas alturas.