Renata Prieto criou projeto de proteção a animais vítimas de maus-tratos
A guitarrista fundou o Grupo de Ação, Resgate e Reabilitação Animal (G.A.R.R.A.)
Guitarrista da banda Sempre Livre, sucesso nos anos 80 a bordo do hit Eu Sou Free, Renata Prieto afastou-se dos holofotes na década seguinte para se dedicar a uma causa em nada relacionada ao rock. Apaixonada por animais desde criança, ficou chocada ao saber da história de um cão da raça rottweiler que seria sacrificado se não encontrasse um novo dono. “Nunca havia passado pela minha cabeça que pessoas abandonavam animais sem mais nem menos”, conta Renata, que, na época, conseguiu convencer um tio a adotar o cachorro. Esse foi o pontapé inicial. Em 2006, após conhecer outros protetores de bichos, Renata criou o Grupo de Ação, Resgate e Reabilitação Animal (G.A.R.R.A.), que atende cães, gatos e até cavalos que sofreram maus-tratos. Depois de cuidados, eles são oferecidos para adoção.
“É muito gratificante ver a evolução dos animais resgatados e a felicidade das famílias que adotam esses bichos”
Um dos diferenciais do projeto é o fato de não utilizar abrigos para manter os animais resgatados. Todos vão para lares temporários de voluntários, à exceção dos cavalos, que ficam em baias alugadas em um haras. Atualmente, a casa de Renata é a maior dessas moradas provisórias, com nada menos do que 35 cachorros e 25 gatos — no total, já passaram por lá mais de 2 500 bichos. Realizadas mensalmente no Parque dos Patins, na Lagoa, as campanhas de adoção contam com um controle rígido do projeto: todos os interessados devem responder a um questionário e passar por uma entrevista. “Também somos o único grupo que tem contratos de adoção. É uma forma de nos certificarmos de que os animais não serão maltratados novamente”, explica. As despesas do G.A.R.R.A. são pagas com parte do lucro de um bar de Renata e com doações de colaboradores. Apesar disso, há dívidas acumuladas. Mas a idealizadora do projeto não esmorece. “É muito gratificante ver a evolução dos animais resgatados e a felicidade das famílias que adotam esses bichos”, diz.