Sem chuva no verão, número de incêndios em matas sobre quase 400%
Cidade do Rio tem bairros há quase 40 dias sem registro de precipitações; 35 municípios do estado enfrentam estiagem moderada

O Corpo de Bombeiros do Rio já foi acionado para mais de 5.960 ocorrências de fogo em vegetação em 2025: de 1º de janeiro até 10 de março, o número de queimadas subiu mais de 435% em relação ao mesmo período de 2024. Só no carnaval foram 1.400. Isso no verão, período em que mais são registradas chuvas no Rio. De acordo com o Alerta Rio, da prefeitura, há estações de medição de índice pluviométrico que estão sem registrar uma gota de chuva há quase 40 dias, de 31 de janeiro até 9 de março: Vidigal, Rocinha, Copacabana e Jardim Botânico, na Zona Sul; Grajaú e Tijuca/Muda, na Zona Norte; e Barra/Barrinha e Sepetiba, na Zona Oeste.
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Segundo um levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), nos dois primeiros meses do ano, o número de cidades do estado do Rio em estágio de seca moderada mais que triplicou, passando de dez, em janeiro, para 35, em fevereiro. A classificação se refere a quando a falta de chuvas começa a provocar danos à agricultura e a pastagens, falta de água iminente e restrições voluntárias de uso de água, além de baixar o nível de reservatórios ou poços.
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Petrópolis, que costuma registrar altos índices pluviométricos no verão, é um dos pontos de atenção da lista. Em fevereiro deste ano, o maior volume pluviométrico foi de 63 milímetros, na estação Corrêas. No ano anterior, o maior foi 224 milímetros, no Pico do Couto. Em Macaé, o volume de chuvas que caiu nos dois primeiros meses do ano foi metade do registrado no ano passado: 96,2 milímetros contra 186,6 milímetros.