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Bruno Chateaubriand

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11 motivos para ficar de olho nos desfiles da Série Ouro

As curiosidades que fazem o espetáculo das escolas de samba ser imperdível. Treze delas terão a chance de disputar uma vaga na elite do Carnaval

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Atualizado em 28 fev 2025, 13h16 - Publicado em 28 fev 2025, 13h13
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Porto da Pedra: escola de São Gonçalo promete surpresas na Avenida (Daniel Ramalho/Veja Rio)
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A Marquês de Sapucaí recebe 16 escolas de samba nesta sexta (28) e no sábado de Carnaval (1º de março). A Botafogo Samba Clube estreia na Avenida, enquanto o Império Serrano, quarto maior campeão da história, desfila como hors-concours, assim como a Unidos da Ponte e a Unidos de Bangu.

Confira, abaixo, os motivos para assistir ao espetáculo da Série Ouro.

1 – Novata da Sapucaí

A Botafogo Samba Clube estreia na Série Ouro e pisa pela primeira vez na Sapucaí de forma competitiva. A escola, que subiu do grupo da Intendente Magalhães, será a responsável por abrir o espetáculo com o enredo “Uma Gloriosa História em Branco e Preto”, homenageando o clube que conquistou, em 2024, a Taça Libertadores da América pela primeira vez.

2 – Tigre pronto para rugir

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Porto da Pedra: carnavalesco percorreu ferros-velhos para compor o principal carro-alegórico (./Divulgação)
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A Porto da Pedra, que desfila neste sábado (1º), com o enredo “A História que a Borracha do Tempo Não Apagou”, tem como grande destaque a última alegoria, com 17 metros de comprimento, toda feita em ferro retorcido para representar a cidade fantasma. Para compor o carro alegórico, o carnavalesco Mauro Quintaes percorreu ferros-velhos de São Gonçalo e Gamboa, recolhendo material para a estrutura, que foi montada como uma instalação artística. No total, foram utilizadas quatro toneladas de peças recicladas em um trabalho minucioso de composição.

3 – Um Pelourinho afro-futurista

A Unidos da Ponte apresenta o enredo “Ópera dos Terreiros – O Canto do Encanto da Alma Brasileira”, desenvolvido pelo carnavalesco Rodrigo Almeida. Um dos destaques será a alegoria que representa o Pelourinho, com uma abordagem afro-futurista e o uso de 70 mil fitinhas do Senhor do Bonfim, todas benzidas na Bahia.

4 – Samba no Japão

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Uma emissora de TV japonesa entrou em contato com a equipe de transmissão da Série Ouro solicitando imagens do desfile da Estácio de Sá. O motivo? O japonês Yohji Leão, que há mais de 20 anos desfila pela vermelho e branco do Morro de São Carlos, tornando-se uma referência do samba no Japão.

5 – Samba com sotaque portenho

A cônsul-geral da Argentina, Ana Sarrabayrouse, estará na avenida desfilando pela União do Parque Acari. A diplomata comprou sua fantasia e ensaiou diversas vezes a letra do samba para fazer bonito no desfile.

6 – O brilho de Suzy Brasil

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Na União de Maricá, a artista Suzy Brasil promete um show à parte. A expectativa é que ela surpreenda o público ao surgir “incorporada” na alegoria que representará o programa do Chacrinha.

7 – Sustentabilidade na Passarela do Samba

Na Arranco, a carnavalesca Annik Salmon apostou na sustentabilidade ao forrar a segunda alegoria com roupas femininas doadas. Os itens seriam descartados. A proposta reforça a preocupação com o reaproveitamento, a sustentabilidade e o respeito à natureza.

8 – As baterias da Avenida

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Ao longo das duas noites, mais de 1.500 ritmistas passarão pela Sapucaí, distribuídos entre as 16 baterias. Cada escola precisa ter, no mínimo, 150 ritmistas e um contingente total de pelo menos 900 componentes. Enquanto alguns músicos tocam em várias baterias, outros optam por se dedicar a apenas uma. O que é certo é que o som das baterias da Série Ouro promete estremecer a Avenida.

9 – Criatividade

Com menos recursos financeiros, os carnavalescos da Série Ouro colocam em prática a famosa frase de Fernando Pamplona: “Tem que se tirar da cabeça aquilo que não se tem no bolso.” Uma escola do grupo realiza seu desfile com cerca de R$ 2 milhões, enquanto as agremiações do Grupo Especial recebem repasses de R$ 14 milhões.

10 – Garra

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As escolas da Série Ouro contam com um enorme contingente de componentes oriundos de suas comunidades. Muitos desfilam cantando o samba a plenos pulmões, com brilho nos olhos e muita emoção.

11 – Superação

O incêndio que destruiu a fábrica responsável pelas fantasias de Império Serrano, Unidos da Ponte e Bangu trouxe um grande desafio para essas escolas. Mesmo assim, elas entram na avenida com o espírito de superação, ainda que suas agremiações desfilem fora da competição.

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