Crianças e adolescentes são as principais vítimas de desidratação no verão
Perigos do calorão: como a desidratação afeta o organismo infantil?

O Rio de Janeiro e alguns estados brasileiros têm vivido dias de calor intenso, com a temperatura passando dos 39º. Crianças e adolescentes de até 14 anos são as principais vítimas de desidratação no verão, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, do Governo de São Paulo. Segundo o órgão, a média mensal de internações de crianças e adolescentes abaixo desta faixa etária é 44,2% maior nos meses de verão do que no restante do ano.
A desidratação é mais rápida e perigosa na infância, já que as crianças possuem maior quantidade de água no organismo e, portanto, uma dependência significativa do equilíbrio hídrico. Quando não tratada, a desidratação pode levar a complicações graves, como a diminuição do volume sanguíneo, o que afeta a circulação e pode causar mal-estar, fraqueza e até mesmo desmaios.
Além disso, o calor excessivo aumenta a transpiração, e, sem reposição adequada de líquidos, o corpo fica vulnerável à perda de sódio e potássio, essenciais para a função muscular e cardíaca. O quadro de desidratação pode, então, se agravar, resultando em sintomas como boca seca, tontura, irritabilidade, sonolência e diminuição da urina. Em casos mais severos, a criança pode sofrer convulsões, insuficiência renal ou até entrar em choque térmico.
É crucial que os responsáveis mantenham as crianças bem hidratadas, oferecendo líquidos de forma constante ao longo do dia. Bebidas como água, sucos naturais e até mesmo água de coco são opções adequadas. Também é indicado que evitem a exposição ao sol nos horários de pico, entre 10h e 16h, e que usem roupas leves e protetor solar. Durante o calor, o ambiente deve ser ventilado, e a criança deve ser incentivada a descansar em locais frescos e sombreados.
O calor pode ser um inimigo silencioso e perigoso para as crianças, e a prevenção da desidratação é a chave para garantir que elas desfrutem do verão de maneira saudável e segura. Pais e responsáveis precisam estar atentos aos sinais e devem agir rapidamente para proteger os pequenos, mantendo a hidratação e o cuidado com o ambiente.