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Fabiano Serfaty

Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc e PhD. Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Saúde, Prevenção, Tratamento, Qualidade de vida, Bem-estar, Tecnologia, Inovação médica e inteligência artificial com base em evidências científicas.

O perigo invisível do verão: a desidratação

Desidratação pode causar sérios problemas de saúde. Perda de 2% do peso corporal em líquidos afeta capacidade física e mental.

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Atualizado em 17 jan 2025, 15h46 - Publicado em 17 jan 2025, 15h45

A desidratação, frequentemente subestimada, pode ter consequências graves para a saúde, especialmente em climas quentes. Perdas superiores a 2% do peso corporal em líquidos comprometem a capacidade física, resultando em queda no desempenho aeróbico, aumento da temperatura central do corpo e da frequência cardíaca, dificultando atividades cotidianas e exercícios. Além disso, mesmo níveis moderados de desidratação afetam funções cognitivas, prejudicando a atenção e a memória. Em ambientes de estresse térmico, como o verão, é fundamental garantir uma hidratação adequada para prevenir esses danos e preservar a saúde física e mental.

O Que é a desidratação?

A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que ingere, comprometendo diversas funções vitais, como a regulação da temperatura, o transporte de nutrientes e a remoção de toxinas. Durante o verão, a perda de líquidos aumenta devido à transpiração excessiva, o que pode agravar o problema se não houver uma reposição adequada.

Sintomas da desidratação

Os sintomas de desidratação podem variar de leves a graves e incluem:

Sede excessiva;
Boca e pele secas;
Tontura;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Fraqueza
Redução da quantidade de urina, com coloração mais escura;
Cãibras;
Em casos mais graves, confusão mental e desmaios.

Grupos de risco

Alguns grupos são mais vulneráveis à desidratação, como crianças e idosos. As crianças perdem líquidos com mais facilidade e muitas vezes não têm o reflexo de beber água por conta própria, exigindo atenção redobrada dos pais e responsáveis. Já nos idosos, os sintomas podem ser inespecíficos, como apatia e desânimo, tornando a identificação da desidratação mais difícil.

Prevenção da desidratação

Para evitar a desidratação durante o verão, é essencial adotar algumas medidas preventivas:
Hidratação Regular: Consuma pelo menos 2 litros de água por dia, aumentando essa quantidade se estiver exposto ao sol ou praticando atividades físicas intensas.
Moderação no Consumo de Bebidas Diuréticas: Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e cafeinadas, pois possuem efeito diurético e podem acelerar a perda de líquidos no corpo.
Uso de Roupas Adequadas: Utilize roupas leves e de cores claras para facilitar a transpiração e ajudar na regulação da temperatura corporal.
Proteção Solar: Evite a exposição solar direta nas horas mais quentes do dia, entre 10h e 16h. Se precisar sair, utilize chapéus, protetor solar e procure ficar à sombra sempre que possível.

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Riscos médicos e complicações

A desidratação pode ser causada por diversos fatores, incluindo vômitos, diarreia, sudorese excessiva, queimaduras, insuficiência renal e uso de diuréticos. A pessoa sente sede e, conforme a desidratação piora, ela pode suar menos e excretar menos urina. Em casos graves, a pessoa pode ficar confusa ou sentir tontura.

A água no corpo é essencial para manter o volume sanguíneo e a pressão arterial. Quando a desidratação se agrava, os tecidos do corpo começam a secar e as células começam a encolher e a funcionar inadequadamente. A desidratação grave pode levar a choque e danos graves aos órgãos internos, como rins, fígado e cérebro.

Heat stroke e sua relação com a desidratação

O heat stroke, ou golpe de calor, é uma condição médica grave que ocorre quando o corpo é incapaz de regular sua temperatura interna devido à exposição prolongada ao calor intenso. A desidratação é um fator de risco significativo para o heat stroke, pois a falta de líquidos impede a transpiração adequada, que é o principal mecanismo de resfriamento do corpo.

Os sintomas do heat stroke incluem:
Temperatura corporal acima de 40°C;
Pele quente e seca (sem suor);
Confusão mental, desorientação ou perda de consciência;
Respiração rápida e superficial;
Batimento cardíaco acelerado.

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Importância dos sinais neurológicos

Os sinais neurológicos, como confusão mental, desorientação, convulsões e perda de consciência, são indicativos de que o heat stroke está afetando o sistema nervoso central. Esses sintomas representam uma emergência médica e requerem intervenção imediata, pois o heat stroke pode causar danos neurológicos permanentes e falência de múltiplos órgãos se não for tratado prontamente. A confusão mental e as convulsões são sinais de disfunção cerebral aguda devido à hipertermia e à desidratação severa, aumentando significativamente o risco de mortalidade. É imperativo acionar o serviço de emergência médica ao identificar esses sinais, para garantir um tratamento rápido e adequado.

Considerações finais

A desidratação é um perigo invisível do verão que pode comprometer seriamente a saúde e aumentar o risco de condições graves como o heat stroke. Adotar medidas preventivas simples, como manter-se hidratado e evitar a exposição prolongada ao sol, pode fazer toda a diferença para aproveitar a estação com segurança e bem-estar. Lembre-se: a prevenção é a chave para um verão saudável e sem surpresas desagradáveis.

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