O que se sabe sobre data de chegada e o preço do Mounjaro no Brasil?
Indicado para diabetes tipo 2 e obesidade, medicamento exige acompanhamento médico rigoroso para garantir um tratamento seguro e eficaz

O Mounjaro, medicamento cuja substância ativa é a tirzepatida, será disponibilizado no Brasil a partir de 7 de junho de 2025. A tirzepatida é um agonista duplo dos receptores GLP-1 e GIP, que atua de maneira eficaz no controle glicêmico e na regulação do peso corporal. Embora sua aprovação inicial pela Anvisa seja restrita ao tratamento do diabetes tipo 2, a Eli Lilly já submeteu estudos adicionais para avaliação, visando ampliar sua indicação para o manejo da obesidade. O Mounjaro é o principal concorrente do Ozempic (semaglutida), outro medicamento amplamente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Ambos pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1, porém o Mounjaro apresenta uma ação única ao também ativar o receptor GIP, o que pode resultar em benefícios adicionais, como maior perda de peso. Assim como o Ozempic, o Mounjaro é administrado semanalmente por meio de injeções subcutâneas.
Como Funciona o Mounjaro (tirzepatida)?
A tirzepatida atua como agonista dos receptores GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon 1) e GIP(peptídeo inibidor gástrico). Essa ação dupla confere benefícios superiores no controle glicêmico, regulação do apetite e redução do peso corporal. Nos Estados Unidos, a substância é comercializada sob dois nomes comerciais:
Mounjaro, para o tratamento do diabetes tipo 2, e Zepbound, destinado ao tratamento de obesidade. No Brasil, a Anvisa aprovou o uso do Mounjaro exclusivamente para diabetes tipo 2, mas a Eli Lilly já submeteu um pedido para que o medicamento seja também autorizado no tratamento da obesidade. Por aqui, em princípio, o nome comercial será único: Mounjaro, independentemente da indicação.
Preço no Brasil
O preço do Mounjaro será influenciado pela dosagem, número de canetas por embalagem e alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabeleceu que o custo pode variar de R$ 1.523,06 a R$ 4.067,81.
Dados Clínicos
Estudos de fase 3 demonstraram que o Mounjaro (tirzepatida) é altamente eficaz no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. O medicamento conseguiu reduzir em até 2,4% os níveis de hemoglobina glicada (HbA1c), um marcador fundamental para o controle da glicose no sangue e no manejo eficaz do diabetes. Outro dado significativo foi a perda de até 22,8% do peso corporal por pacientes, dependendo da dosagem utilizada. Além desses benefícios, o Mounjaro também promoveu melhorias no colesterol e na pressão arterial, consolidando-se como uma das opções mais completas e eficazes para o controle da obesidade e da diabetes tipo 2.
Como funciona o tratamento com Mounjaro?
O Mounjaro (tirzepatida) é administrado semanalmente por injeção subcutânea, em um esquema de doses progressivas que busca otimizar seus efeitos terapêuticos e minimizar possíveis efeitos adversos. O tratamento começa com uma dose inicial de 2,5 mg, utilizada como fase de adaptação do organismo. Gradualmente, as doses são ajustadas para 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e podem atingir até 15 mg por semana, dependendo das necessidades clínicas e da resposta do paciente ao medicamento. Essa abordagem escalonada permite uma adaptação progressiva ao tratamento, otimizando os resultados no controle glicêmico e na redução de peso.
Acompanhamento médico: fundamental para o uso seguro e efetivo do Mounjaro
O uso do Mounjaro exige prescrição e acompanhamento médico rigoroso para garantir segurança e eficácia. Esse medicamento pode causar efeitos adversos graves. Além disso, o acompanhamento médico especializado é fundamental para orientar o paciente a adotar mudanças importantes no estilo de vida, como uma alimentação adequada e a prática regular de exercícios físicos, que são componentes indispensáveis de um tratamento eficaz. O Mounjaro não deve, sob nenhuma circunstância, ser utilizado sem a supervisão médica, pois o uso inadequado pode comprometer sua eficácia e aumentar os riscos à saúde do paciente. Somente um médico habilitado é capaz de avaliar corretamente as necessidades individuais de cada paciente e prescrever um plano terapêutico seguro e eficaz.