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Fabiano Serfaty

Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc e PhD. Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Saúde, Prevenção, Tratamento, Qualidade de vida, Bem-estar, Tecnologia, Inovação médica e inteligência artificial com base em evidências científicas.

Rio de Janeiro alcança nível 4 de calor pela primeira vez

O Nível 4 de Calor, o segundo mais alto da escala de alerta da Secretaria Municipal de Saúde (vai até NC5).

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Atualizado em 17 fev 2025, 20h11 - Publicado em 17 fev 2025, 20h10
NC5
Forno: último nível de calor da escala estabelecida pela prefeitura é o NC5.  (Gabriel de Paiva/Agência O Globo)
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Nesta segunda-feira, o Rio de Janeiro atingiu, pela primeira vez desde a implantaçãodo Protocolo de Calor, em junho de 2024, o Nível 4 de Calor, o segundo mais alto da escala de alerta da Secretaria Municipal de Saúde (vai até NC5). Este marco representa um risco elevado para a saúde da população, especialmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.

O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, destacou: “A exposição prolongada ao calor extremo provoca uma cascata fisiológica perigosa: aumenta a perda de líquidos e sais minerais, dificulta a regulação térmica do corpo e eleva significativamente o risco de desidratação, insuficiência renal aguda, infarto e acidente vascular cerebral. É imprescindível que todos compreendam a gravidade da situação e adotem as medidas de proteção indicadas.”

Impacto Médico do Calor Extremo

O calor em níveis extremos afeta diretamente a homeostase, a capacidade natural do corpo de manter o equilíbrio interno. Os mecanismos de termorregulação, como a transpiração, tornam-se ineficazes em temperaturas muito altas, levando à sobrecarga cardiovascular e metabólica. Entre os efeitos clínicos mais comuns, destacam-se:
1. Hipertermia: Aumento descontrolado da temperatura corporal, podendo levar a falência de múltiplos órgãos.
2. Desidratação Grave: Perda excessiva de líquidos e eletrólitos, com risco de choque hipovolêmico.
3. Acidentes Cardiovasculares: O calor extremo eleva a viscosidade sanguínea, aumentando a chance de infartos e AVCs.
4. Insuficiência Renal Aguda: A desidratação reduz o fluxo sanguíneo renal, causando falência temporária dos rins.
5. Descompensação de Doenças Crônicas: Pacientes com hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca têm alto risco de piora clínica.

Os sintomas iniciais de complicações incluem fadiga extrema, tontura, náuseas, cãibras e cefaleia. Ao menor sinal de confusão mental ou aumento persistente da temperatura, é fundamental procurar atendimento médico imediato.

Como a População Deve se Proteger?

Para minimizar os riscos associados ao calor extremo, a Secretaria de Saúde orienta a adoção de medidas preventivas rigorosas:
• Hidratação Constante: Consumir, no mínimo, 2 litros de água por dia, mesmo sem sentir sede. Evitar bebidas alcoólicas ou açucaradas.
• Evitar Exposição ao Sol em Horários Críticos: Permanecer em locais frescos e ventilados entre 10h e 16h.
• Uso de Roupas Leves e Claras: Preferir tecidos que facilitem a transpiração, como algodão.
• Alimentação Leve: Evitar refeições pesadas ou muito quentes, que aumentam a produção de calor interno.
• Identificação de Sinais de Desidratação: Monitorar sintomas como urina escura, pele seca e aumento da frequência cardíaca.

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Grupos de risco devem receber atenção especial. Familiares e cuidadores devem monitorar constantemente idosos, crianças e pacientes com condições crônicas, especialmente aqueles em uso de diuréticos ou medicamentos que possam interferir na regulação térmica.

O alerta de Nível 4 de Calor marca uma nova realidade para o Rio de Janeiro. A combinação de temperaturas extremas e uma população vulnerável impõe a necessidade de vigilância redobrada e ações imediatas para proteger a saúde coletiva. A informação e a prevenção serão nossas maiores aliadas para evitar complicações médicas graves e preservar vidas em meio a esse cenário climático desafiador.

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