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Gilberto Ururahy

Por Gilberto Ururahy, médico Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Especialista em medicina preventiva

Cresce consumo de bebidas alcoólicas por mulheres, conclui estudo

Em nossas clínicas também notamos um aumento do consumo de álcool nos últimos anos

Por Gilberto Ururahy
28 jan 2025, 09h37
Mulher segura uma taça de champanhe.
Mulheres se tornaram presença mais constante em grupos de apoio a adictos em bebidas alcoólicas. (Freepik/Reprodução)
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Depois da pandemia, a presença de mulheres em grupos de apoio para parar de consumir bebidas alcoólicas subiu mais de 40%, segundo os Alcoólicos Anônimos. Uma sucessão de fatores levou ao crescimento do consumo de bebidas por mulheres durante o isolamento social: o acúmulo de tarefas em casa – com home office e aulas online dos filhos –, trazendo prejuízo à saúde mental e levando-as a recorrerem ao consumo abusivo de álcool.

Segundo o Ministério da Saúde, 37 mil mulheres morreram em função de doenças ligadas às bebidas alcoólicas. Isso corresponde a quatro mulheres por hora. Ainda de acordo com o Ministério, o percentual de alcoolismo entre mulheres dobrou nos últimos anos: saltou de 7,7% em 2006 para 15,2% em 2023.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 2016, cerca de 6% das mulheres consumiam álcool, percentual que pulou para quase 12%, antes mesmo da pandemia. Segundo a OMS, em comparação com outros países, o consumo de álcool por mulheres é maior no Brasil (cerca de 5,5 litros por mulher em 2019). Dentre as bebidas mais consumidas estão 63% de cerveja, 33% destilados (como cachaça e vodka) e 4% vinho. As implicações desse consumo excessivo aparecem em diversas situações: em acidentes no trânsito, em brigas e desarmonia familiares, no prejuízo laboral e no comprometimento financeiro.

Também em nossas clínicas, notamos que a vida atarefada das mulheres tem trazido danos à saúde, além do consumo de álcool e suas consequências para o corpo – como a esteatose hepática, cirrose e outras complicações para o fígado. Notamos o agravamento da saúde das mulheres em decorrência do estresse. Se antes o infarto do miocárdio era mais raro em mulheres, hoje a incidência se equipara aos homens. O câncer de mama, que era mais comum após a menopausa, já se identifica com facilidade em mulheres com menos de 35 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, hoje o AVC e o infarto do miocárdio matam ou incapacitam as mulheres duas vezes mais que todos os cânceres femininos reunidos.

Nossa metodologia de trabalho é guiada pelo conceito de que cada pessoa é única: corpo e mente. Quando a paciente entra em contato com as clínicas para agendar o seu check-up, ela recebe um questionário preliminar que possibilita uma avaliação inicial de seu histórico familiar, estilo de vida, risco coronariano, níveis de estresse emocional, ansiedade, depressão e alcoolismo. Quando o cliente chega à clínica, já temos uma noção concreta do seu histórico de saúde.

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Uma vez na clínica, a cliente passa por diversas avaliações: clínica geral, cardiológica em repouso e em esforço, oftalmológica, pneumológica, avaliação do sono e predisposição à síndrome de apneia do sono, ginecológica, mastológica, dematológica com dermatoscopia e nutricional (pós-check up). Além disso, exames complementares também são realizados, como ultrassonografias abdominal, transvaginal e mamária, eletrocardiograma basal, radiografias digitalizadas do tórax, prova de função respiratória e mamografia digital, por exemplo. O check-up é complementado com exames laboratoriais de sangue, urina e fezes.

Com os exames concluídos, na etapa do pós-check-up via telemedicina, são desenvolvidos programas de promoção à saúde individualizados, observando fatores de risco e o estilo de vida da cliente. O resultado é real: cerca de 800 executivas monitoradas neste ano mostraram melhoras concretas em seus níveis de estresse e peso, por exemplo.

A longevidade com autonomia não é um milagre. Ela é resultado de um estilo de vida saudável, que alia exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada, sono reparador e check-up preventivo periódico, fatores que são acessíveis a boa parte da população.

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Saúde é prevenção!

Gilberto Ururahy é médico há mais de 40 anos, com longa atuação em Medicina Preventiva. Em 1990, desenvolveu a Med Rio Check-up, líder brasileira em check-up médico. É detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França, Conselheiro estratégico da ABRH-Brasil e autor de quatro livros: Como se tornar um bom estressado (editora Salamandra), O cérebro emocional (editora Rocco), Emoções e saúde (editora Rocco) e Saúde é Prevenção (editora Rocco), com o médico Galileu Assis, diretor da Med Rio Check-up.

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