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Gilberto Ururahy

Por Gilberto Ururahy, médico Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Especialista em medicina preventiva

Hábitos e ambientes são mais importantes que os genes em risco de morte

Exposições ambientais tiveram efeito decisivo em doenças do pulmão, coração e fígado

Por Gilberto Ururahy
26 mar 2025, 10h46
Homem pratica corrida.
Prática de exercícios físicos te mais impacto na longevidade e qualidade de vida do que os genes, afirma pesquisa. (Freepik/Reprodução)
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Estudo publicado mês passado, na revista científica Nature Medicine, confirmou mais uma vez o que repetimos reiteradamente: fatores ambientais, incluindo o estilo de vida, têm um impacto maior na saúde e na morte prematura do que os genes.

As exposições ambientais tiveram efeito decisivo em doenças do pulmão, coração e fígado. Já o risco genético dominou entre as demências e câncer da mama. De acordo com os pesquisadores da Oxford Population Health, dos 25 fatores ambientais identificados, o tabagismo, a condição socioeconômica, a prática de atividade física e as condições de vida tiveram o maior impacto na mortalidade e no envelhecimento biológico.

Embora os genes desempenhem um papel fundamental nas doenças cerebrais e em alguns cânceres, as recentes descobertas apontam oportunidades para mitigar os riscos de doenças crônicas do pulmão, coração e fígado, que são as principais causas de incapacidade e morte a nível mundial. As exposições precoces são particularmente importantes porque mostram que os fatores ambientais aceleram o envelhecimento precoce, mas deixam amplas oportunidades para prevenir doenças duradouras e morte precoce.

A pesquisa partiu de dados de quase meio milhão de participantes do Biobank do Reino Unido. O objetivo era avaliar a influência de 164 fatores ambientais e pontuações de risco genético para 22 doenças importantes no envelhecimento, doenças relacionadas com a idade e morte prematura. Os resultados mostraram que os fatores ambientais explicaram 17% dos casos do risco de morte, em comparação com menos de 2% pela genética. Entre os 25 fatores ambientais individuais mapeados, o tabagismo, a condição socioeconômica e a prática regular de exercícios tiveram o maior impacto na mortalidade e no envelhecimento biológico. Destes, 23 são modificáveis, ou seja, quase a totalidade.

O tabagismo, por exemplo, foi associado a 21 doenças. Fatores socioeconômicos, como a renda familiar, a posse de casa própria e a situação profissional, foram associados a 19 doenças; e a atividade física esteve associada a 17 doenças. Exposições precoces, incluindo o peso corporal aos 10 anos e o tabagismo materno perto do nascimento, influenciam o envelhecimento e o risco de morte prematura.

A nova pesquisa reforça o quanto nossas escolhas influenciam as probabilidades de desenvolver problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, e de morrer prematuramente. Os pesquisadores concluíram que, embora muitas das exposições individuais à riscos tenham desempenhado um pequeno papel em casos de morte prematura, o efeito combinado de várias exposições ao longo da vida explica uma grande proporção da variação da mortalidade prematura.

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Por tudo isso é que estar atento aos bons hábitos é fundamental para uma vida com longevidade e autonomia. Alimentação equilibrada, noites de sono reparador, prática de exercícios físicos, distância do cigarro e do excesso do consumo de álcool e exames preventivos de saúde são pilares fundamentais neste caminho.

Saúde é prevenção!

Gilberto Ururahy é médico há mais de 40 anos, com longa atuação em Medicina Preventiva. Em 1990, desenvolveu a Med Rio Check-up, líder brasileira em check-up médico. É detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França, Conselheiro estratégico da ABRH-Brasil e autor de quatro livros: Como se tornar um bom estressado (editora Salamandra), O cérebro emocional (editora Rocco), Emoções e saúde(editora Rocco) e Saúde é Prevenção (editora Rocco), com o médico Galileu Assis, diretor da Med Rio Check-up.

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