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Helen Pomposelli

Por Helen Pomposelli, jornalista, terapeuta integrativa sistêmica e criadora do Per Vivere Bene Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Bem-estar

É possível viver 100 anos com saúde?

Bons hábitos como praticar tênis e cuidar da saúde mental são dicas importantes para chegar com vitalidade ao centenário

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Atualizado em 7 jan 2025, 12h49 - Publicado em 7 jan 2025, 12h47
Não é sonho e pode ser realidade. O número de pessoas com mais de cem anos no Brasil ultrapassa os 37 mil (./Divulgação)
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Não é sonho e pode ser realidade. Viver até 100 anos com saúde? Sim, que tal começar o ano cuidando da sua longevidade com saúde mental, física e energética? O número de pessoas com mais de 100 anos no Brasil ultrapassa os 37 mil, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2022. Em comparação a 2010, quando o país registrava cerca de 24 mil centenários, houve um crescimento de 56%. No entanto, com tantas mudanças enfrentadas pelo corpo ao longo dos anos, é preciso tomar cuidados para envelhecer com saúde e evitar doenças, fragilidades ou incapacidades.

Entre as condições que podem acometer pessoas na terceira idade estão as doenças cardiovasculares, o Acidente Vascular Encefálico (AVC) e as demências, especialmente o Alzheimer, conforme o Ministério da Saúde. Essas enfermidades podem ter origens genéticas, mas também podem estar ligadas a fatores ambientais e ao estilo de vida adotado. Por isso, o alerta sobre a importância de adotar bons hábitos ao longo da vida, incluindo na terceira idade, como ter uma alimentação saudável. 

A indicação é que sejam consumidos alimentos naturais e nutritivos, que fortaleçam o organismo e que, se possível, seja consultado um especialista para adequar a dieta do idoso às suas necessidades, também levando em consideração dificuldades como mastigação e deglutição. A orientação é evitar frituras e alimentos ultraprocessados, priorizando frutas, verduras, legumes e fontes de proteínas e minerais – como peixes, aves, ovos e carnes -, que ajudam a prevenir a anemia. 

Alguns alimentos também são fontes de ômega 3, como salmão, atum, espinafre, brócolis, chia e nozes com a sua função antioxidante, que diminui os efeitos dos radicais livres e auxilia na prevenção da depressão e de distúrbios cognitivos, como a demência.

Seguindo o pensamento, algumas empresas já estão de olho na busca como a rede Bodytech, que lança uma nova modalidade com foco em diferentes capacidades físicas. “A Bodytech aposta na versatilidade e inovação para atrair pessoas com perfis diferenciados, promovendo performance, equilíbrio, força e mobilidade”, afirma Dudu Netto, diretor técnico da rede. A aula de Hidro Turbo consiste em usar equipamentos queridinhos da área terrestre, como caixa de salto, jump, Kettlebell e tubos para a aquática. A ideia é que esta atividade atraia não só idosos, como de costume nas aulas de hidro, mas também jovens que já estão acostumados a usar esses equipamentos nos seus treinos funcionais. Outros benefícios que o treino proporciona são a redução no impacto e maior segurança para o aluno, já que os exercícios são feitos na água.  

A prática do tênis é caminho para a fonte de juventude?
A prática do tênis é caminho para a fonte de juventude? (Divulgação/Divulgação)
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A prática do tênis é caminho para a fonte de juventude? 

Esse estudo foi conduzido por membros do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde (PPGTS) da PUCPR com o objetivo inicial de investigar se os movimentos envolvidos na prática do tênis poderiam contribuir para melhorar o equilíbrio em idosos praticantes dessa atividade. Para Eduardo Mendonça Scheeren, professor do PPGTS da PUCPR, o estudo busca encontrar atividades que os idosos possam praticar para prevenir os acidentes. “A pesquisa ganha relevância devido ao envelhecimento da população brasileira, sobretudo com o aumento nas taxas de óbitos de idosos devido a quedas”, explica.

Os pesquisadores utilizaram dados biomecânicos obtidos no Laboratório de Motricidade Humana do PPGTS. Eles mediram o tempo de reação da musculatura do membro inferior dos participantes por meio de eletromiografia e acompanharam o movimento do corpo por meio de uma plataforma de força, permitindo medições precisas em milésimos de segundos.

O diferencial do estudo é que os pesquisadores não compararam os idosos praticantes de tênis com idosos sedentários, mas sim com jovens saudáveis. Essa abordagem permitiu que eles avaliassem se os idosos que praticam tênis ainda possuem respostas fisiológicas semelhantes às dos jovens. Os resultados confirmaram a hipótese inicial dos pesquisadores. “Idosos que jogam tênis apresentaram um tempo de resposta muscular semelhante ao dos jovens. A prática do esporte pode ser uma ‘fonte da juventude’ no que diz respeito à capacidade de manter o equilíbrio”, destaca Scheeren.

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O envelhecimento da população e o aumento da longevidade em curso no Brasil, associados às mudanças que ocorrem na velhice, trazem implicações e desafios na dimensão social, econômica e de saúde, remetendo à necessidade de estudos que possam favorecer o bem-estar da pessoa idosa e o envelhecimento bem-sucedido. Pensando nisso, a professora e doutora em Gerontologia Cristina Cristovão Ribeiro organizou o livro ‘Propósito de vida da pessoa idosa’ (Summus Editorial) junto com outros 13 autores, especialistas em gerontologia de diferentes áreas de atuação. A obra reúne artigos de profissionais de diferentes áreas, especialistas no trabalho com pessoas idosas que relatam conceitos, abordagens e propostas de intervenções gerontológicas, partindo da premissa de que estabelecer propósitos de vida é um componente fundamental para um envelhecimento ativo e saudável. “O propósito de vida pode ser melhorado por meio do envolvimento em atividades de lazer, educacionais, filantrópicas, sociais, culturais ou familiares. Mesmo pequenas mudanças comportamentais podem contribuir para um maior senso de intencionalidade, utilidade e relevância”, afirma Cristina Ribeiro.

Segundo ela, “Intervenções focadas na melhoria do propósito de vida (PV) de idosos podem contribuir para fortalecer as reservas neurológicas e cognitivas, o senso de controle e o senso de competência. Podem ser de grande valia para atenuar, postergar e diminuir o ritmo do declínio cognitivo e do desenvolvimento da morbidade e da incapacidade na idade avançada”, explica.

Não fumar e praticar exercícios promovem a longevidade

Um estudo publicado na JAMA Network Open, realizado na China, avaliou 5 mil idosos com, pelo menos, 80 anos a fim de identificar os fatores que colaboram para uma vida longa e saudável. Além de uma dieta diversificada, a ausência de tabagismo foi destacada como um dos principais hábitos associados à longevidade, evitando doenças como câncer e enfermidades pulmonares, que reduzem a expectativa de vida.

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A pesquisa também destacou a importância de atividades físicas regulares para manter o corpo saudável e forte, colaborando para a prevenção de doenças crônicas e a melhoria da função cardiovascular.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prática de exercícios garante maior segurança para a realização de atividades cotidianas e ajuda a prevenir diabetes, obesidade, colesterol elevado e hipertensão, reduzindo o risco de doenças cardíacas. A recomendação é que sejam realizados 150 minutos de atividade física moderada por semana.

Para aqueles que têm mobilidade reduzida, o ideal é que as atividades ocupem de três a quatro dias da semana para melhorar o equilíbrio e evitar quedas, conforme o órgão. Para aumentar o desempenho durante o exercício, uma alternativa é suplementar a coenzima Q10, substância produzida naturalmente pelo corpo, que diminui com o envelhecimento.

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) alerta que pessoas com problemas nas articulações devem evitar atividades de alto impacto, priorizando esportes como natação, pilates ou caminhada. A prática de exercícios deve respeitar os limites do corpo para diminuir o risco de lesões e evitar a fadiga.

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Saúde mental também deve receber atenção

A saúde mental da pessoa idosa também deve ser levada em consideração quando se fala em envelhecimento saudável. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas com problemas graves de saúde mental têm uma expectativa de vida, em média, de 10 a 20 anos menor em comparação com a população em geral. A SBGG alerta que as doenças neurodegenerativas, o abandono familiar, o etarismo, a solidão e a aposentadoria são fatores que ocasionam a perda das atividades rotineiras e estão entre as causas mais comuns da depressão na terceira idade. 

Para ajudar a manter a saúde mental, a orientação é que seja promovida a socialização. Os idosos devem ser incentivados a ocupar a cabeça com hobbies, como ler, cozinhar, assistir filmes, cuidar de plantas e pintar quadros. A prática de atividades físicas pode contribuir para recuperar a independência e elevar o bem-estar entre os idosos. O Ministério da Saúde informa que um idoso mais ativo tende a se sentir menos cansado e com menos dores nas costas e articulações. 

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Também é uma forma de fortalecer a autoestima, a percepção da própria imagem e minimizar sentimentos de solidão, melhorando o bem-estar e a qualidade de vida.

Aproveitem as dicas!

Feliz Ano novo!

Beijos.

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