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Lu Lacerda

Por Lu Lacerda Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Jornalista apaixonada pelo Rio

Marie Bèndelac: como o julgamento prejudica as relações?

Ao serem julgadas, a maioria das pessoas tende a sentir algum tipo de ressentimento: indignação, revolta, raiva, tristeza...

Por lu.lacerda
24 mar 2025, 10h00 • Atualizado em 24 mar 2025, 10h26
 (IA/Divulgação)
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  • Como se sentiria se ouvisse a sua mãe dizer que você é preguiçoso ou egoísta? Feche os olhos por alguns segundos e imagine a cena. Qual seu sentimento?

    E caso seu chefe lhe chamasse de irresponsável, incompetente, idiota, ou lento? Para piorar, imagine se ele estivesse falando isso em público? Qual seria a sua reação?

    Quando descobri a Comunicação Não Violenta (CNV), há mais de 15 anos, comecei a tomar consciência do quanto eu costumava julgar tudo e todos e o quanto isso prejudicava os meus relacionamentos.

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    Ao serem julgadas, a maioria das pessoas tende a sentir algum tipo de ressentimento: indignação, revolta, raiva, tristeza… São os sentimentos mais comuns. Podem se sentir atacadas ou incompreendidas, o que pode resultar em defensividade e ressentimento. Além disso, a psicologia sugere que o julgamento frequentemente reflete inseguranças pessoais e, paradoxalmente, pode isolar ainda mais o indivíduo que julga.

    Outro estudo publicado na Communication Research concluiu que o julgamento prejudica a confiança nas relações, um fator crucial para a colaboração e a produtividade em ambientes de trabalho. A falta de confiança pode levar a uma atmosfera de medo e ressentimento, na qual a comunicação aberta é sufocada.

    Agora, para sermos sinceros, quem nunca? Quem nunca julgou, que atire a primeira pedra. E se o julgamento faz parte da nossa cultura, costuma ser automático e é inerente ao ser humano, como evitá-lo?

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    Com base nos conceitos da CNV, criei o Método CONECTA para promover conexões mais saudáveis a partir de uma comunicação consciente, assertiva e construtiva.

    O Método CONECTA facilita a aplicação dos conceitos da CNV, proporcionando uma abordagem prática em sete passos, que ensina a substituir julgamentos pela prática da empatia. Esses sete passos são:

    Curiosidade: Abordar conversas com uma mente aberta, buscando compreender o outro a partir de perguntas específicas e estratégicas.

    Ouvir: Praticar a escuta ativa e empática.

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    Não Julgar: Cultivar a habilidade de transformar julgamentos em compreensão mútua.

    Empatizar: Conectar-se com sentimentos e necessidades próprios e alheios.

    Checar: Verificar o que foi entendido para demonstrar interesse genuíno e evitar mal-entendidos.

    Transição: Identificar o momento apropriado para se expressar ou ficar em silêncio.

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    Assertividade: Expressar fatos, pensamentos, sentimentos e pedidos claros, de forma autêntica e respeitosa.

    Estudos demonstram que a aplicação do Método CONECTA em ambientes de trabalho leva a um aumento na colaboração e na produtividade. A pesquisa na Journal of Organizational Behavior sugere que equipes que praticam a comunicação empática e estruturada têm uma retenção de funcionários significativamente maior e um ambiente de trabalho mais satisfatório.

    Segundo o Marshall Rosenberg, o pai da CNV, todo julgamento negativo é a expressão de necessidades não atendidas. Se uma pessoa chama alguém de preguiçoso, talvez esteja esperando mais ação ou iniciativa dessa pessoa. Se um chefe chama alguém de incompetente, é que algo importante para ele não deve ter sido resolvido conforme esperava. Essa compreensão promove a prática da empatia mútua.

    Enquanto o julgamento pode ser um obstáculo sério que diminui a qualidade das relações pessoais e profissionais, gerando mal-entendidos e conflitos, a empatia conecta e é essencial para relacionamentos saudáveis e construtivos.

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    Abordagens como a Comunicação Não Violenta e o Método CONECTA oferecem ferramentas valiosas para promover uma comunicação mais eficaz. Ao adotar essas práticas, é possível cultivar um ambiente de empatia, confiança e respeito, melhorando não apenas as relações interpessoais, mas também a colaboração e a produtividade nos contextos profissionais.

    Para aqueles que desejam transformar suas interações, investir no aprendizado e na aplicação dessas ferramentas pode ser um passo significativo em direção a relacionamentos mais positivos e produtivos.

     

    Marie
    (Arquivo Pessoal/Arquivo pessoal)

     

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