Rio se consolida como destino para casamentos LGBTQIA+
Cidade investiu na promoção e setor de eventos se preparou para atender a crescente demanda

O Rio de Janeiro tem sido escolhido cada vez com mais frequência por casais LGBTQIA+ para ser o cenário da celebração do amor. Além da beleza natural e da fama acolhedora com a comunidade, um trabalho desenvolvido pelo Visit Rio destacou a cidade como opção perfeita para casamentos.
Em 2022 o mercado de Destination Weeding movimentou R$ 40 bilhões no Brasil, com 10% desse valor gerado no Rio de Janeiro. Segundo Roberta Werner, diretora-executiva do Visit Rio, se posicionar para o mercado queer é fundamental para crescer ainda mais. “É uma iniciativa estratégica, considerando que turistas LGBTQIA+ gastam até 30% a mais do que outros turistas e permanecem mais tempo nos destinos que os recebem bem. Além disso é uma oportunidade de reafirmar a essência da nossa cidade: inclusiva, diversa e acolhedora”, comentou.
O número de casamentos homoafetivos deu um salto de 211 registrados em 2013, ano que foi autorizado no Brasil, para 980 registros dez anos depois. O mercado de eventos passou então a investir cada vez mais em serviços personalizados para atender essa crescente demanda e os resultados já são visíveis. “O nosso buffet tem sido cada vez mais requisitado para casamentos desse público. Estamos muito felizes em fazer parte de momentos tão especiais”, afirmou a chef Malu Mello.
Ela será responsável pelo serviço de catering do casamento do empresário e escritor de ficção Vincent Lok, de Singapura, com Agilson Valle, que acontece neste fim de semana na cidade. Após cinco anos de relacionamento, o casal escolheu o Rio de Janeiro como palco para celebrar sua união.

Para conquistar esse público não é preciso diferenciar muito o serviço, apenas agradar o gosto do casal (assim como deve ser com qualquer outro casamento) e garantir que todos os envolvidos sejam respeitosos. “É tão básico, faz parte da rotina da vida. Não há diferença em celebrar um casamento homoafetivo ou heterossexual. O amor é livre”, destaca Bianca Chaves, gerente do JO&JOE Rio que já foi cenário para união de pessoas da comunidade.