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Vinoteca

Por Marcelo Copello, jornalista e especialista em vinhos Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Marcelo Copello dá dicas sobre vinhos

Redescobrindo a Europa

O consumidor está em busca por autenticidade nos vinhos e novas experiências, isso está abrindo portas para vinhos de pequenas origens europeias.

Por Marcelo Copello Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
28 mar 2025, 05h00 •
Toscana
 (Shutterstock/Divulgação)
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  • Uma das tendências do momento no mercado do vinho no Brasil é a chamada “premiunização. Isto se traduz como uma sofisticação dos consumidores, que estão comprando vinhos de uma faixa de preço um pouco mais alta, situada entre o que chamamos de “baixo custo” e os de luxo. Além disso este consumidor está diversificando seu paladar, bebendo mais vinhos de outros tipos que não apenas tintos, como brancos e rosados, e descobrindo novas origens.

     

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    Este aparente amadurecimento do consumidor aponta para um crescimento dos vinhos do Velho Mundo. Esta é uma tendência que já vem de vários anos e cresce gradualmente. Muitos importadores estão focando, cada vez mais, em atender esta demanda, aumentando seus portfolios nestas origens.

     

    O brasileiro está entendendo cada vez mais de vinho, faz viagens, e por conta disso começou a conhecer mais o vinho europeu. O consumidor está se afastando dos rótulos mais comerciais e conhecidos para explorar vinhos de regiões menos famosas, mas igualmente ricas em história e qualidade. Essa busca por autenticidade e novas experiências está abrindo portas para vinhos de pequenas origens europeias.

     

    O consumidor se guiava pela uva, hoje em dia, depois das viagens, que retornaram com força no pós-pandemia, mais pessoas estão descobrindo as micro-regiões da Europa. Falo das menos conhecidas, como muitas do Rhône, ou centro-sul da Itália, Espanha fora de Rioja ou Ribera, ou outras que são conhecidas, mas não como deveriam, como Chianti e Chablis.

     

    Na França, por exemplo, temos boas descobertas de sub-regiões como Faugères, Minervois, Saint-Chinian, Corbières ou Fitou (todas do Languedoc) Bandol (Provence); Cahors e Madiran (Sudoeste), Chinon, Saumur e Bourgueil (Loire); Gigondas e Vacqueyras (Rhône).

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    Na Itália, um universo. Uns poucos exemplos: Etna (Sicilia), Gavi (Piemonte), Sagrantino di Motefalco (Umbria), Valtellina (Lombardia), Roso Conero (Marche), Collio (Friuli), Aglianico del Vulture (Basilicata), Vernaccia di San Gimignano (Toscana).

     

    Na Espanha, inúmeras possiblidades novas se abrindo. Começando pelo nordeste com Bierzo, Ribeira Sacra, Rías Baixas, Valdeorras (Galícia); Montsant, Costers del Segre, Terra Alta (Catalunha); Toro e Cigales (Castilla y León); Campo de Borja (Aragón); Jumilla e Yecla (Murcia), Utiel-Requena (Valencia); além dos Vinos de Madrid.

     

    Portugal, embora geograficamente menor e com vinhos já bem mais conhecidos dos brasileiros, ainda guarda descobertas, como Tejo, Península de Setúbal, Lisboa, Bucelas, Beira Interior ou Algarve.

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    O mercado de vinhos no Brasil está em um momento de descobertas. O interesse pelas pequenas DOCs europeias é um reflexo de um consumidor mais informado e exigente, que busca autenticidade, qualidade e novas experiências sensoriais.

     

     

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