Com o desejo de falar do Rio de Janeiro que não figura nos livros, mas que vive no imaginário de quem circula diariamente por suas ruas, o Museu de Arte do Rio inaugura, no próximo dia 25 de setembro, a exposição Crônicas Cariocas.
A curadoria é de Amanda Bonan e Marcelo Campos, do MAR, além do historiador Luiz Antonio Simas e da escritora Conceição Evaristo.
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“Pensamos a partir da frase impactante e fundamental de Ailton Krenak: ‘É preciso adiar o fim do mundo para contar mais uma história’. Mas que histórias seriam essas que valeriam a pena continuar contando hoje? Vamos falar dessa cidade partida”, conta Amanda.
Quase 600 obras, entre pinturas, fotografias, vídeos, objetos e instalações vão se espraiar por três galerias do museu, dando vida a histórias do cotidiano; às relações com a vizinhança; festas; encontros dos ônibus lotados e calçadas.
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Peças de Guignard (1896-1962), Di Cavalcanti (1897-1976) e Lasar Segall (1889-1957) dividem o espaço expositivo com obras de artistas contemporâneos como Denilson Baniwa, Lucia Laguna e Laerte.
Também estarão por lá produções dos consagrados Mestre Didi (1917-2013) e Arthur Bispo do Rosário (1909-1989).
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Marcelo Campos ressalta que Crônicas Cariocas trata de um Rio que, apesar dos pesares, revive diariamente. “Ela fala da cidade suburbana, de um Rio que reza e dança, que inventa seus próprios deuses, enquanto se organiza no trabalho informal e na poesia dos trens e das praças. Um Rio que viu seus cinemas fecharem, suas linhas de ônibus deixarem de ligar as zonas Sul e Norte, mas que, ainda assim, renasce todos os dias.”
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Já no início da exposição o visitante será surpreendido por um burburinho vindo do túnel que dá acesso às galerias. Trata-se do áudio de uma conversa entre Luiz Antônio Simas, Conceição Evaristo e a cantora Teresa Cristina. A ideia é brincar com as conversas de janela entre vizinhos.
Em paralelo à coletiva, o MAR vai lançar, semanalmente, nas redes sociais do museu, a série Isso é a cara do Rio! Composta por dez vídeos, a sequência vai abordar o cotidiano do carioca em situações do dia a dia, comumente observadas pelas ruas do município. Todo o conteúdo dialoga com a proposta da mostra.
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Abertura: sáb. (25). Praça Mauá, sem número, Centro. Qui. a dom, 11h/18h. R$ 20,00. Ingressos pelo museudeartedorio.org.br.